Noivinhas de Luxo

Igrejinha Nossa Senhora de Fátima – CASAMENTO GUIM (Post 3 de 14)

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Eu e o noivo (atual marido) casamos duas vezes. Mas calma! Eu casei com ele duas vezes.

Vou explicar melhor: Não sou católica, então o casamento na igreja não era algo na minha lista de desejos, a minha família (pai e mãe) também não são católicos e por isso também não era uma prioridade para eles apesar de ser uma coisa importante para meus avós. Para ler sobre a visão de uma noiva não católica sobre o curso de noivos, clique aqui. Para ler sobre a entrevista com o padre, clique aqui. 

A família do noivo é católica e esse momento era bastante importante pra eles, então decidimos fazer o casamento na igreja, mas de uma forma mais simples. Vale ressaltar que resolvemos isso após já termos fechado alguns contratos do casamento, então não daria para ser no mesmo dia da festa e do casamento civil com a juíza de paz que era o que estávamos planejando.

Tendo explicado isso, vamos ao que de fato vocês vieram aqui para ver/ler, certo?

Eu queria que o casamento na igreja fosse totalmente diferente do casamento civil e da festa. Se no domingo (casamento civil e festa) fosse para muitas pessoas, queria que a igreja fosse pequena, se no domingo eu iria usar um vestido longo, tradicional e com renda, no sábado eu gostaria de usar um curto, sem renda. Se no civil eu iria usar o cabelo solto, eu queria bem preso na cerimônia religiosa. Queria que tudo fosse ao contrário. Se era para casar duas vezes, que fosse de maneiras bem diferentes. E eu sou assim. Gosto de coisas opostas e na hora de conectar tudo fica difícil, então resolvi usar essa oportunidade para realizar meus desejos que não se encaixavam.

Decidi pela Igrejinha Nossa Senhora de Fátima. Vários fatores me levaram à essa escolha:

1- Era a igreja que eu frequentava com os meus avós quando era criança. Então apesar de não ser católica aquela igreja me tocava de alguma maneira.

2- Não é uma igreja grande e não “ostenta”. É uma igreja “fofa”. Nem sei se posso utilizar esses adjetivos para uma igreja, mas vocês entenderam o meu ponto.

3- Por ser fofa e pequena não precisa de nada para ficar bonita. Apesar de eu preferir a pintura anterior, pois hoje ela está pintada com a “Nossa Senhora da Pipa”. Brincadeiras a parte, acho que a pintura nova a deixou um pouco pesada, mas ainda gosto dela.

4- Algumas igrejas cobram taxas de 2 mil para realizar a cerimônia, no caso da Igrejinha a taxa é de 600 reais. Meu bolso de noiva agradeceu!

5- Ao lado da minha casa e central para todos os convidados.

Cumprimos todos os protocolos exigidos pela igreja (Para ler sobre os documentos exigidos pela igreja católica para o casamento, clique aqui.), pagamos a taxa e no dia 03/10 chegamos lá para casar! 

Eu e o noivo chegamos juntos (ele foi me encontrar na minha casa – fomos no carro da minha mãe) e recepcionamos os convidados na porta da igreja. Sim, os noivos chegaram antes dos convidados! 

Meu pai passou o horário errado para a minha avó, então ela se atrasou e eu fui pedir para o Padre que a esperasse. Ele aceitou esperar 10 minutos e a cerimônia começou com 10 minutos de atraso.

Não tivemos entrada de pais, nem de padrinhos, nem de daminhas ou pajens, ou seja, não tivemos o cortejo, fomos apenas eu e o noivo que entramos juntos. Quebramos vários protocolos… E foi lindo!!!
Não tivemos música, nem decoração, nem filmagem, contratamos apenas a fotografia.

Não me arrependo de não ter contratado os outros serviços, mas como estava muito quente, me arrependi de não ter contratado o carrinho de picolés (que contratamos para o domingo – continue acompanhando o blog. Será o sexto post da série CASAMENTO GUIM. Para ler clique aqui – futuro)

A cerimônia começou e seguiu os ritos normais. Dava para ver que o padre estava com uma cara engraçada, meio que achando aquilo esquisito. Ele perguntou há quanto tempo estávamos juntos e depois começou a fazer umas perguntas sobre histórias da bíblia e eu pensei: Lascou! Vou reprovar! Eu olhava para o noivo com cara de desespero, o noivo olhava pra mim com cara de dúvida. Eu segurava o riso de nervoso. Mas no fim o Padre respondeu as próprias perguntas que ele mesmo fez.





O padre também fez perguntas para os convidados, ou seja, nosso casamento foi quase um quiz! 

Depois, vendo as fotos do casamento percebi como os convidados se divertiram, estão todos sorrindo na maioria das fotos. 


Ele pediu que entrassem com as alianças e o noivo enfiou a mão no bolso e pegou as alianças. O padre riu e disse: Nossa, mas vocês são rápidos. (Acho que porque não tivemos o cortejo também).





Ao final da cerimônia o padre disse que em 20 anos de sacerdócio o nosso foi o casamento mais original que ele celebrou. Pensem na minha felicidade ao ouvir isso.

Depois tiramos fotos com os convidados na porta da igreja. Isso foi ótimo, pois já nos “desobrigou” a tirar fotos com várias pessoas no dia do casamento civil e da festa.

Eu e minha mãe. Uma das minhas fotos favoritas. 

 Minhas madrinhas:

 Nossos pais: 


Meu vestido foi feito pelo Bruno Monteiro. Um estilista de mão cheia e um amigo de infância (nos conhecemos desde os 10 anos de idade) que respeitou os meus desejos, foi muito paciente durante as provas, me acompanhou na compra dos materiais para a confecção do vestido. A inspiração para a maquiagem, cabelo e vestido foram os anos 60.

O cabelo e a maquiagem:



O vestido de costas:

Gostou do buquê de broches? Então clique aqui para saber mais. 

Eu e o Bruno (estilista):

Foi um casamento simples, descontraído, cheio de amigos e familiares, foi a minha cara, mesmo que tenha sido na igreja.

Enfim casados!!!!
(pelo menos na igreja! Agora falta o civil e a festa!)


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